SEVERINA

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Oito anos depois de estrear na direção de um longa com Isolação, em que dividiu o trabalho com Daniela Thomas, o curitibano Felipe Hirsch, em 2017, escreveu e dirigiu Severina, baseado na obra de Rodrigo Rey Rosa. Tudo começa quando o dono de uma livraria (Javier Drolas) se encanta por uma misteriosa mulher (Carla Quevedo) que de tempos em tempos aparece em sua loja de livros novos e usados. Mais tarde ele descobre que ela rouba obras raras de muitas livrarias da região. No entanto, a paixão fala mais alto. É preciso dizer que, antes de tudo, Severina é um filme para quem ama livros e adora “se perder” em uma livraria. Dito isso, Hirsch, que além de uma longa e sólida carreira no teatro, montou com sucesso uma peça misturando literatura e teatro na Feira do Livro de Frankfurt no ano em que o Brasil foi homenageado, e está aqui em seu ambiente natural. A estrutura narrativa vem dividida em capítulos e nos traz uma personagem bem melancólica (o dono da livraria) e outra bem enigmática (a mulher que roubou seus livros e seu coração). Filmado na charmosa Montevideo, mostrada com suas lindas e desertas ruas, temos a fotografia de Rui Poças, com sua paleta azulada e fria, a reforçar a solidão da cidade em sintonia com o estado de espírito do casal central. E a bela trilha sonora, junto com os saraus e debates literários, completam a delicada beleza dessa pequena grande obra cinematográfica.

SEVERINA (Brasil/Uruguai 2017). Direção: Felipe Hirsch. Elenco: Javier Drolas, Carla Quevedo, Alfredo Garcia, Alejandro Awada, Daniel Hendler, Gonzalo Delgado e Néstor Guzzini. Duração: 100 minutos. Distribuição: Vitrine Filmes.

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Last modified: 17 de setembro de 2021

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