Cinema é a maior diversão!

Crônica 7

Os jornalistas que cobrem esta área assistem aos filmes em sessões privadas chamadas de “cabine de imprensa”. Elas costumam ser realizadas no horário da manhã, em salas comerciais, alguns dias antes da estreia. Não há como comparar esta sessão com uma normal. Há um silêncio reverencial que deveria existir em sessões comuns. Mas, em contrapartida, a questão do coletivo fica prejudicada. Uma cabine de imprensa lotada não passa de vinte espectadores que estão ali para analisar o filme e não se envolver com ele.

Quero voltar à questão do coletivo. Tem coisa melhor do que ver uma comédia em um cinema lotado e ri junto com todo mundo? Ou perceber que não apenas você, mas todos os que estão ao seu lado roem as unhas em um filme de suspense ou se assustam em um filme de terror? Outra coisa legal é observar os olhos marejados das pessoas após um bom drama. Esse tipo de sensação só é possível, em sua plenitude, dentro de uma sala de cinema.

Isso remete a uma outra discussão: filmes intimistas funcionam melhor em salas pequenas? Eu afirmo que sim. Por uma questão bem simples: o público. Esse tipo de filme exige uma imersão e uma concentração muito maior e, na maioria dos casos, são filmes de pouco apelo popular. Isso, naturalmente, os levam a serem exibidos em salas menores e para espectadores mais exigentes e, digamos assim, mais comportados. Trata-se de um público seleto que tem respeito pela obra que está sendo exibida e, por conta disso, assiste ao filme em silêncio e sem fazer uso do celular.

Eu cresci ouvindo aquela frase “cinema é a maior diversão”, uma das marcas registradas do Grupo Severiano Ribeiro, que durante muito tempo foi a maior rede de salas de cinema do Brasil. Ela tem um pouco de verdade. Cinema é, realmente, uma grande diversão, talvez até a maior. Mas, também, é algo bem mais abrangente. O cinema gera conhecimento e nos permite ver e vivenciar experiências que poderão enriquecer ainda mais nossas vidas sem que seja preciso passarmos por elas. Permite também desfrutarmos um sentimento raro de coletividade, de empatia, de comunhão. Não é por acaso que para muitos, ir ao cinema é quase um ato religioso, sagrado mesmo.

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Last modified: 7 de outubro de 2021

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