A DONA DO BARATO

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O roteirista e diretor francês Jean-Paul Salomé decidiu que seria um cineasta em 1971, quando tinha apenas 11 anos de idade. Porém, a realização desse sonho levou exatamente uma década para se concretizar quando em 1981 ele estagiou na produção de Retratos da Vida, de Claude Lelouch. Outros dez anos depois ele estreou na direção de um telefilme e não parou mais desde então. A Dona do Barato, que ele dirigiu em 2020, tem por base o romance de Hannelore Cayre, adaptado pelo próprio Salomé junto com seu filho Antoine. Somos apresentados aqui a Patience Portefeux (Isabelle Huppert), tradutora de árabe da unidade de combate ao narcotráfico da polícia de Paris. Certo dia, ao ouvir uma conversa captada por uma escuta telefônica, ela descobre que um dos traficantes é filho da mulher que cuida de sua mãe. Patience decide ajudar o rapaz e acaba por se envolver com o comércio de drogas e se torna então a “mama weed”, algo como a “mamãe da erva”. Um papel como esse poderia cair facilmente na caricatura. No entanto, graças ao talento de Isabelle Huppert, temos uma interpretação das mais inspiradas ao misturar força, sutileza, humor e inteligência. E isso eleva sobremaneira o nível desse filme, que transita com desenvoltura por diferentes gêneros e nos reserva boas surpresas.

A DONA DO BARATO (La Daronne – França 2020). Direção: Jean-Paul Salomé. Elenco: Isabelle Huppert, Hippolyte Girardot, Farida Ouchani, Liliane Rovère, Iris Bry, Nadja Nguyen, Rebecca Marder e Rachid Guellaz. Duração: 104 minutos. Distribuição: Imovision.

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Last modified: 3 de outubro de 2021

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