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QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

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O austríaco Billy Wilder talvez tenha sido o mais versátil dos diretores da velha Hollywood. Ele migrou para os Estados Unidos nos anos 1930 e começou a carreira como roteirista. Entre 1942 e 1964 ele escreveu e dirigiu 20 filmes, todos muito bons e bem variados. Wilder gostava de “brincar” com os gêneros cinematográficos e Quanto Mais Quente Melhor, de 1959, é o exemplo mais bem acabado dessa “brincadeira”. O filme conta a história de dois músicos, vividos pelos atores Jack Lemmon e Tony Curtis, que presenciam um crime. Para não serem mortos, os dois se vestem de mulher e entram para uma banda de música composta só por mulheres. Lemmon se transforma em Daphne e Curtis em Josephine. A brincadeira com gêneros, tão cara à carreira de Wilder, chega agora, literalmente, ao gênero humano. Para complicar mais as coisas, uma das colegas de banda dos rapazes é ninguém menos que Marilyn Monroe, a Sugar Kane, que já havia trabalhado com Wilder em outro grande filme, O Pecado Mora ao Lado (aquele da clássica cena do vestido que sobe). Tudo em Quanto Mais Quente Melhor funciona à perfeição. Direção precisa, roteiro criativo e elenco mais que afinado. A seqüência final do filme é um caso à parte. Para mim, Quanto Mais Quente Melhor tem o melhor diálogo que eu já escutei em um encerramento de filme. Uma conversa entre as personagens de Daphne e Osgood (Joe E. Brown) que é a maior prova que eu já vi de um amor incondicional.
QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (Some Like it Hot – EUA 1959). Direção: Billy Wilder. Elenco: Jack Lemmon, Tony Curtis, Marilyn Monroe e Joe E. Brown. Duração: 121 minutos. Distribuição: Fox.

Last modified: 6 de janeiro de 2020

2 respostas para “QUANTO MAIS QUENTE MELHOR”

  1. Marilia disse:

    A última cena é marcante e inesquecível… deu até vontade de rever o filme.

  2. Filme inesquecível; a seleção continua extremamente bem feita, Marden. Grande abraço. Fiquei até com vontade de rever ” Quanto mais quente melhor”; ficará para quarta, quando disponho de uma folguinha à noite.

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