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AQUAMAN

Na Telona, Slider

Nova aposta da DC Comics/Warner, Aquaman iniciou sua carreira internacional semana passada na China, onde fez 90 milhões de dólares no fim de semana de estreia. No Brasil e em diversos outros países, o filme chega às telas esta semana, para, finalmente estrear nos Estados Unidos na semana que vem. Ele, que já havia sido citado em Batman vs. Superman e aparecido em Liga da Justiça, ambos dirigidos por Zack Snyder, respectivamente, em 2016 e 2017, ganhou agora seu filme solo.

Dirigido por James Wan, famoso pelos filmes de terror das franquias Invocação do Mal e Sobrenatural, bem como por Velozes e Furiosos 7, trata-se de um cineasta que tem demonstrado possuir uma assinatura em suas obras. Isso é perceptível em Aquaman, no entanto, não impediu que alguns problemas bem pontuais aparecessem. Principalmente, na estruturação do roteiro.

Criado nos quadrinhos, em 1941, por Paul Norris e Mort Weisinger, ele surgiu como o rei da Atlântida. Herói do segundo time da editora DC Comics, Arthur Curry é filho de Tom Curry, um humano, com a rainha Atlanna, uma atlante. O roteiro do filme, escrito por David Leslie Johnson-McGoldrick e Will Beall, não foge dessa premissa.

A trama tem início com o encontro em Tom (Temuera Morrison) e Atlanna (Nicole Kidman). Do romance entre os dois nasce Arthur (Jason Momoa), um meta-humano (o equivalente da DC para os mutantes da Marvel). Ele poderá unir os dois mundos, porém, terá que enfrentar seu irmão Orm (Patrick Wilson). Para isso, conta com a ajuda da princesa Mera (Amber Heard) e de Vulko (Willem Dafoe), que foi seu tutor na adolescência.

Visualmente deslumbrante por conta do colorido e da riqueza visual dos reinos submarinos, Aquaman se sustenta, basicamente, na sua direção de arte e na presença carismática de Jason Momoa, que apresenta um herói bem diferente daquela versão insossa do antigo seriado animado dos Superamigos. Patrick Wilson e Yahya Abdul-Mateen II (o vilão Arraia Negra), apesar de caricaturais, funcionam a contento. Afinal, o roteiro não exige muito deles.

No final das contas, Aquaman reforça, mais uma vez, a tentativa da DC para encontrar um novo caminho para suas histórias. Diferente da estética sombria criada por Zack Snyder, ele segue os passos de Mulher-Maravilha e apresenta situações bem interessantes. Porém, o roteiro merecia um tratamento melhor. Infelizmente, ficou bastante formulaico e cheio de soluções fáceis. Sem contar a total falta de química entre o casal principal e as piadas fora de hora. Em tempo: há uma cena pós-créditos.

AQUAMAN (EUA 2018). Direção: James Wan. Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Nicole Kidman, Dolph Lundgren, Yahya Abdul-Mateen II e Temuera Morrison. Duração: 143 minutos. Distribuição: Warner.

Last modified: 13 de dezembro de 2018

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