CHACRINHA: O VELHO GUERREIRO

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A vida de alguém é sempre muito grande para caber em um único filme. Quase todas as cinebiografias procuram abraçar um período muito grande de tempo da figura em questão. Não é diferente em Chacrinha: O Velho Guerreiro, que chega aos cinemas esta semana. Na direção está Andrucha Waddington, que havia dirigido Chacrinha, o Musical no teatro e que serve de inspiração aqui.

O roteiro de Cláudio Paiva, com a colaboração de Julia Spadaccini e Carla Faour, acompanha a trajetória de José Abelardo Barbosa de Medeiros ao longo de 43 anos. Do seu início no rádio, pouco depois de chegar ao Rio de Janeiro, em 1939, vindo de Pernambuco, até o seu retorno à TV Globo, em 1982.

Os atores Eduardo Sterblitch e Stepan Nercessian interpretam o Chacrinha em diferentes momentos da narrativa. O primeiro, na fase mais jovem. O segundo, que já o havia interpretado no teatro, na fase madura. Ambos muito bem em cena. O que não ajuda é justamente a maneira apressada com que o roteiro lida com algumas passagens importantes da vida do cinebiografado.

Andrucha Waddington é um cineasta talentoso e o filme, além do ótimo elenco, tem o que é chamado pelos americanos de “valor de produção”. No entanto, cai nas armadilhas que costumam derrubar as cinebiografias.

Chacrinha foi muitos ao mesmo tempo. Criativo e anárquico, simples e complexo. Era viciado no trabalho que fazia e obcecado pelo sucesso. Na vida pessoal foi um filho, marido e pai ausente. Sua representação aqui, apesar da boa “embalagem”, é uma apenas um pálido reflexo do que ele efetivamente representou para a cultura nacional.

CHACRINHA: O VELHO GUERREIRO (Brasil 2018). Direção: Andrucha Waddington. Elenco: Stepan Nercessian, Eduardo Sterblitch, Gianne Albertoni, Carla Ribas, Gustavo Machado, Rodrigo Pandolfo, Pablo Sanábio, Thelmo Fernandes, Laila Garin, Antonio Grassi, Karen Junqueira, Amanda Grimaldi, Camila Amado e Marcelo Serrado. Duração: 114 minutos. Distribuição: Paris Filmes/Downtown Filmes.

Last modified: 8 de novembro de 2018

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