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O TAMBOR

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Ganhar um Oscar não é um feito fácil. Imagine então ganhar um Oscar e também a Palma de Ouro em Cannes. O cineasta alemão Volker Schlöndorff consegui isso em 1979 com seu filme mais lembrado, O Tambor. Schlöndorff já tinha quase 20 anos de carreira quando decidiu adaptar, junto com Jean-Claude Carrière e Frank Seitz, o romance homônimo de 700 páginas escrito duas décadas antes por Günter Grass. Tudo começa no ano de 1924, na cidade de Danzig, hoje Gdansk, na Polônia, quando nasce o menino Oskar (David Bennent). Aos três anos de idade ele ganha um tambor de presente da mãe e presencia um “estranho” fato em sua casa. Isso o incomoda e intriga. Ao mesmo tempo, a situação de seu país o incomoda também. Sem conseguir entender o mundo dos adultos ele decide então parar de crescer. A adaptação que Schlöndorff fez do livro de Grass tomou algumas liberdades. No entanto, a força do texto original foi mantida. Tanto o livro como o filme funcionam como um contundente e impactante estudo sobre a ascensão do nazismo. O Tambor é perturbador e complexo em suas metáforas. Às vezes mostradas de maneira sutil. Outras, nem tanto. Há, na mesma medida, um elemento mágico e cheio de fantasia que torna a trajetória do pequeno Oskar rica e surpreendente. Um filme que mesmo passado tanto tempo de sua realização continua bem atual.

O TAMBOR (Die Blechtrommel – Alemanha 1979). Direção: Volker Schlöndorff. Elenco: David Bennent, Mario Adorf, Angela Winkler, Charles Aznavour, Katharina Thalbach, Daniel Olbrychski, Tina Engel e Andréa Ferréol. Duração: 162 minutos. Distribuição: Spectra Nova.

Last modified: 6 de agosto de 2018

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