ENTRE DOIS AMORES

É comum ouvirmos a expressão “filme de Oscar”. Não sei dizer quando surgiu essa expressão, mas, acredito que tenha sido na década de 1980. Afinal, basta uma rápida verificação nos vencedores da Academia de Hollywood naquele período. E se tem um filme com “cara de Oscar”, bem, esse filme é Entre Dois Amores, que o cineasta Sydney Pollack realizou em 1985, a partir do romance autobiográfico da dinamarquesa Karen Blixen. O roteiro, adaptado por Kurt Luedtke, nos leva ao início do século XX, quando Karen (Meryl Streep) vai morar em uma fazendo no interior do Quênia com seu marido, Bror (Klaus Maria Brandauer). O casamento não é dos melhores, por diversas razões, no entanto, ela se descobre uma grande administradora e o amor surge em sua vida na pessoa de Denys Hatton (Robert Redford), um aventureiro inglês que aparece por lá. Sabe aquele tipo de filme bonito de se ver, porém, totalmente esquecível depois de algum tempo? É o caso de Entre Dois Amores. Em outras palavras, trata-se de mais um caso de “muita cobertura para pouco recheio”. Isso não impediu, obviamente, que ele recebesse 11 indicações ao Oscar e saísse como grande vencedor da cerimônia de 1986, onde ganhou em sete categorias: filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, som e trilha sonora. Naquele ano ele concorreu com A Testemunha, A Cor Púrpura, A Honra do Poderoso Prizzi e O Beijo da Mulher-Aranha. Realmente, nenhum deles tem “cara de Oscar”.

ENTRE DOIS AMORES (Out of Africa – EUA 1985). Direção: Sydney Pollack. Elenco: Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Michael Kitchen, Michael Gough, Leslie Phillips e Donal McCann. Duração: 161 minutos. Distribuição: Universal.

Last modified: 7 de abril de 2018

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