AMORES CANIBAIS

Pense em um filme estranho e que mistura elementos de A Estrada com Mad Max. Agora adicione um mundo pós-apocalíptico onde convivem canibais com um Keanu Reeves à la Hugh Hefner, um ermitão vivido por um irreconhecível Jim Carrey e uma heroína de um braço só. Sem esquecer que além desse mix todo, ainda temos uma história de amor e redenção. Assim é Amores Canibais, segundo longa escrito e dirigido pela britânica Ana Lily Amirpour. A ação tem lugar no Texas e mostra uma sociedade dividida em dois polos distintos: de um lado, o “lote estragado”, tradução literal do título original; do outro, o “conforto”. No meio deles, Arlen (Suki Waterhouse) tenta sobreviver após ser capturada e quase “servida” de banquete canibal. A partir daí, o filme desenha uma espécie de vingança. Ela encontra então Miami Boy (Jason Momoa) e as coisas tomam um rumo inusitado. Amores Canibais, como eu já disse, é um filme estranho. Em muitos aspectos. É climático e estiloso ao construir seu mundo, no entanto, em alguns momentos, parece que a diretora-roteirista se deslumbrou demais com sua criação a ponto de esquecer um pouco a fluência da narrativa.

AMORES CANIBAIS (The Bad Batch – EUA 2016). Direção: Ana Lily Amirpour. Elenco: Suki Waterhouse, Jason Momoa, Keanu Reeves, Jim Carrey, Yolonda Ross, Giovanni Ribisi, Cory Roberts, Aye Hasegawa e Jayda Fink. Duração: 119 minutos. Distribuição: Netflix.

Last modified: 10 de setembro de 2018

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