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BLADE RUNNER 2049

Na Telona, Slider

Começo com uma pergunta: há necessidade de continuação para um filme que tornou-se tão singular e icônico como Blade Runner: O Caçador de Andróides? Se o projeto caísse nas mãos de um diretor qualquer, seguramente a resposta seria não. Mas e se fosse parar nas mãos de um diretor talentoso e apaixonado pelo filme original? Aí tudo muda de figura e a resposta, quem sabe, seria um talvez. Blade Runner 2049, dirigido pelo canadense Denis Villeneuve, de Sicário – Terra de Ninguém, O Homem Duplicado e A Chegada, finalmente está em cartaz nos cinemas de todo o mundo para responder essa pergunta e algumas outras que ficaram pendentes no primeiro filme.

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A história desta sequencia começou em março de 2011, quando a produtora Alcon Entertainment anunciou a compra dos direitos sobre obras originais a partir do universo apresentado no livro de 1968 e que deu origem ao filme de 1982. Inicialmente, pensou-se em uma série de TV e alguns filmes derivados. Mas, em pouco tempo, a empresa decidiu fazer uma continuação. Ridley Scott voltaria a dirigir e Hampton Fancher escreveria novamente o roteiro. Aos poucos, o projeto foi tomando forma e terminou por ganhar um novo diretor, Denis Villeneuve. Com isso, Scott assumiu a produção executiva e Michael Green se juntou a Fancher para finalizar o roteiro.

Aproveitando os 35 anos que se passaram do lançamento do filme original, a ação, como o próprio título já adianta, se passa no ano de 2049, exatos trinta anos após os eventos do primeiro filme. Diferente da obra de 1982, que tinha poucas locações externas e diurnas, se concentrando majoritariamente em salas ou outros ambientes internos e noturnos, o novo Blade Runner não chega a ser um filme solar (as condições climáticas do planeta não permitiriam), mas apresenta muito mais cenários externos, outras cidades e regiões além de Los Angeles, ampliando sobremaneira aquele mundo distópico.

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Fica aquela pergunta que não quer calar: o filme é bom? A resposta é simples e direta: sim! Villeneuve, ciente da responsabilidade de dirigir a continuação de uma obra tão marcante, não quis se arriscar em criar um novo mundo. Ou seja, não quis “reinventar a roda”. Seu Blade Runner segue os passos do anterior e, da mesma forma que Ridley Scott “imaginou” um mundo para situar sua trama em 2019, ele também fez o mesmo em relação ao ano de 2049. Inclusive com a realização de três curtas disponíveis no YouTube (Black Out 2022; 2036: Nexus Dawn e 2048: Nowhere to Run), que servem de aperitivo para seu filme.

A ação começa apresentando o policial K (Ryan Gosling) e seu encontro com Sapper Morton (Dave Bautista). Surge aí uma pista misteriosa que move toda a história. O que faz com que K procure por Rick Deckard (Harrison Ford) e fuja dos interesses comerciais de Niander Wallace (Jared Leto). O roteiro é, em sua essência, bem simples. A forma como a história é contada é bem complexa. Villeneuve segue a cartilha que Scott utilizou anteriormente e vai na contramão do que costuma ser feito em filmes do gênero. A inspiração noir e o ritmo lento, pausado e contemplativo permanecem.

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O novo filme respeita, homenageia e expande o universo apresentado na obra original. Da deslumbrante fotografia de Roger Deakins à montagem de Joe Walker, colaboradores habituais de Villeneuve; passando pelos cenários criados por Dennis Gassner, os objetos de cena de Alessandra Querzola e os figurinos de Renée April. Tudo em Blade Runner 2049 é familiar e novo ao mesmo tempo. Assim como a trilha sonora, composta por Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer, que emula os sons criados por Vangelis para a trilha original. É aquela sensação de voltar para casa e perceber que ela continua a mesma, porém, com pequenas mudanças.

Termino com outra pergunta: Blade Runner 2049 nasceu clássico? Ainda é muito cedo para responder. Por conta da grande expectativa em torno dele, dificilmente se repetirá o que aconteceu com o filme de Scott, que foi um fracasso quando estreou e não conseguiu estabelecer um diálogo nem com o público e muito menos com a crítica. Desta vez, até por comparação, todos deverão se manifestar. E a maioria, até o momento, tem se manifestado positivamente. Quanto à pergunta, o tempo se encarregará de respondê-la.

BLADE RUNNER 2049 (Blade Runner 2049 – EUA 2017). Direção: Denis Villeneuve. Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto, Robin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Heoks, Mackenzie Davis, Lennie James, Carla Juri, Barkhad Abdi e Hiam Abbass. Produção Executiva: Ridley Scott. Roteiro: Hampton Fancher e Michael Green. Fotografia: Roger Deakins. Duração: 163 minutos. Distribuição: Sony.

Last modified: 6 de outubro de 2017

4 respostas para “BLADE RUNNER 2049”

  1. Asuka Amaterasu disse:

    Faz um vídeo falando o que achou sobre o filme.

  2. Camila Coutinho disse:

    A grande força do novo Blade Runner reside no visual fabuloso, muito fiel ao original, e repleto das marcas de autor a que Villeneuve nos tem habituado nos seus filmes. O filme Blade Runner 2049 me manteve tensa todo o momento, se ainda não a viram, eu acho que é um dos melhores filmes ficção cientifica que foram lançados.. No elenco vemos Ryan Gosling e Ana de Armas, dois dos atores mais reconhecidos de Hollywood que fazem uma grande atuação neste filme. Realmente a recomendo.

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