Z – A CIDADE PERDIDA

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A história real do explorador britânico Percy Fawcett que viajou para a Amazônia no início do século XX já estava nos planos de Hollywood há algum tempo. Brad Pitt, por exemplo, esteve envolvido com este projeto por um longo período. Mas coube ao roteirista e diretor James Gray levar esta empreitada adiante em Z – A Cidade Perdida. O roteiro, adaptado pelo próprio diretor, se baseia no livro de David Grann e nos apresenta Fawcett (Charlie Hunnam) e algumas de suas expedições cartográficas no interior da floresta amazônica. Ele defende a existência de uma civilização avançada e cheia de riquezas. Ele, ao lado do também explorador Richard Francis Burton, retratado no filme As Montanhas da Lua, de Bob Rafelson, foram, seguramente, inspiração para as aventuras de Indiana Jones. Porém, não espere encontrar aqui o mesmo ritmo visto na quadrilogia da trinca George Lucas/Steven Spielberg/Harrison Ford. Essa não é a intenção de James Gray. A aventura maior de Fawcett é interior e o filme ilustra isso muito bem com a fotografia deslumbrante de Darius Khondji, ao contrapor as cenas externas, na selva, com as internas na casa dele ou na Real Sociedade Geográfica. Mal recebido quando lançado nos cinemas, talvez por ter sido “vendido” pelo o que não é, esta bela obra ganha uma nova chance agora em vídeo. E de quebra, prova que Robert Pattinson, que faz o papel de Henry Costin, auxiliar de Fawcett, é um ótimo ator, bem como Sienna Miller, que brilha no papel de Nina, a esposa do explorador.

Z – A CIDADE PERDIDA (The Lost City of Z – EUA 2016). Direção: James Gray. Elenco: Charlie Hunnam, Sienna Miller, Tom Holland, Robert Pattinson, Angus Macfadyen, Harry Mellling, Aleksandar Jovanovic e Franco Nero. Duração: 141 minutos. Distribuição: Imagem Filmes.

Last modified: 14 de setembro de 2017

Uma resposta para “Z – A CIDADE PERDIDA”

  1. Simone Mires disse:

    Pouco ou nada há a saber sobre este homem. Interessa mais a Gray em como transformar estes homens em colunas para a narrativa, como outrora John Wayne e Clint Eastwood foram. Falar do Charlie Hunnam significa falar de uma grande atuação garantida, ele se compromete com os seus personagens e sempre deixa uma grande sensação ao espectador. Eu amo os charlie hunnam filmesO mesmo aconteceu com esta produção, Rei Arthur a Lenda da Espada que estreará em TV para mim é um dos grandes filmes de Hollywood.

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