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POLTERGEIST (1982) X POLTERGEIST (2015)

Filme do dia

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Philip Machado

Antes de comparar os dois filmes já aviso que não irei detonar o novo filme, porque não achei ruim. E também já fica avisado que terá spoilers.
O clássico, dirigido por Tobe Hooper e com história e produção de Steven Spielberg, é adorado pela crítica e apreciadores do gênero terror, mas quando vi pela primeira vez, com 16 anos, não compreendi. Não achei ruim, mas também não achei nada demais.
O filme conta a história dessa família americana, os Freelings, que moram nesse condomínio construído pela empresa para qual o pai trabalha. Temos a mãe, dona de casa, a filha adolescente, o filho de oito anos e a caçula, Carol Anne, cinco anos. Sem nenhuma explicação aparente coisas estranhas começam a acontecer na casa, uma delas é a garotinha se comunicar com “as pessoas da TV” e objetos se moverem sozinho. Os principais alvos são as duas crianças da família. A mãe inicialmente achei divertido e não se preocupa até que Carol Anne é “abduzida” através de um portal no closet de seu quarto. Cabe ao pai ir atrás de ajuda na universidade, mais especificamente no setor de parapsicologia. A doutora e seus dois assistentes vão na casa iniciar a investigação, para saber com o que estão lidando, principalmente se a história é verdade. Após presenciarem novos acontecimentos eles entram em contato com uma médium, Tangina, uma mulher baixinha bem esquisita. No decorrer do filme foi revelado que o local em que as casas foram construídas antigamente era um cemitério, mas que os túmulos e tudo mais foram transferidos para outro bairro, mais chique e pertinho dali, então tudo estava bem. Quando Tangina chega na casa ela explica para a família que existia muita raiva, dor, rancor ali, criando esta entidade, um poltergeist que está preso no purgatório e quer manter os outros espíritos lá com a luz que emana da garota, como distração da “luz no fim do túnel”, que os levaria para o próximo plano. O jeito que encontram para resgatar a garota é entrar lá. A entrada é no closet do quarto da garota e a saída no teto da sala de estar. Eles jogam uma corda, para servir de guia e a mãe entra e consegue salvar sua filha. Tudo parece bem, “a casa está limpa” (como diz Tangina). Mas ao tentar sair da casa, um tremor começa e esqueletos saem da terra. Sim, quando moveram o cemitério de lugar levaram somente as lápides, sem os túmulos. A família consegue entrar no carro e foge para um motel qualquer, todos entram no quarto, terminando com o pai colocando a TV para fora. Sem resolver o problema do poltegeist efetivamente.

poltergeist 1982
O remake não tentou superar o clássico. O que ele fez foi atualizar o filme. Efeitos visuais melhores, mais direto (uns 20 minutos a menos de duração). Mas isso não foi o suficiente. Reafirmo, não achei o filme ruim. Mas, antes de assistir ao filme, apenas com os trailers, eu realmente fui com uma expectativa do filme ser bom, e ele não é.
Nesta nova versão a família, Bowen, está de mudança, devido o pai ter perdido o emprego. O único lugar decente que eles conseguem pagar é esta casa, num condomínio parecido com o filme original. A mãe é uma escritora/dona de casa, a filha adolescente sempre conectada na internet, o filho, Griffin, de oito anos (que desde o começo fica claro que ele é medroso) e a caçula, Maddy, cinco anos. Assim como no original, Maddy começa a interagir com espíritos na casa, ao mesmo tempo que coisas sobrenaturais começam a acontecer na casa. Em um jantar com um possível novo chefe para o pai, é revelado que o condomínio foi construído em cima de um cemitério, mas o mesmo fora transferido para um bairro melhor, pertinho dali. Pelo menos não era um cemitério indígena, é o que dizem no jantar. Enquanto isso os filhos estão sendo atacados pelos espíritos, separadamente. Griffin deixa sua irmã mais nova sozinha para ir atrás de ajuda, nessa hora a pequena Maddy é “sugada” pelo portal para o purgatório, que se encontra no closet de seu quarto. A mãe, junto com o filho, visitam o setor de parapsicologia da universidade na qual ela estudou. Após tudo explicado, a doutora vai com dois assistentes, uma mais prestativa e o outro, um jovem mais cético. Eles presenciam os fenômenos sobrenaturais e resolvem chamar a cavalaria, o médium Carrigan Burke (que apresenta um programa de TV sobre casas assombradas, e a filha adolescente assiste). Diferente da anterior, o médium ao saber da história do cemitério já fala que acredita que o só transferiram as lápides, pois sente naquele lugar muita energia, e também explica o que é um poltergeist e o motivo da garota ter sido “sequestrada”, ser a mais nova, mais pura e possivelmente ter o dom, igual a ele. O que precisa ser feito é os espíritos atravessarem a luz do fim do túnel, mas sem levar a garota, pois ela ainda está viva, e o tempo é curto. A corda é lançada no portal, entrando pelo closet do quarto e saindo no teto da sala de estar. Mas, enquanto os adultos ficam discutindo quem deveria ir, resgatar a garota, Griffin corre na frente e entra, para se redimir por ter deixado sua irmã sozinha. Os dois conseguem sair e quando a família está prestes a fugir, mais tremores. Os espíritos não desistiram da pequena Maddy ainda. A casa ainda não tinha sido limpa. Cabe ao médium, Carrigan Burke, terminar o serviço. A doutora fica observando o equipamento atrás de algum sinal de que o médium tivesse conseguido voltar são e salvo, e ele consegue. Antes do filme acabar é mostrado a família Bowen entrando em outra casa a venda, mas fugindo dela ao suspeitar que ali possa ter espíritos também.
Como podem ver, a história é basicamente a mesma. Na época do original ele foi sim um fenômeno, mas para os dias atuais, é necessário mais. O filme que eu considero um sucessor a altura, na verdade eu o acho melhor, é o Sobrenatural, de 2010 (Insidious no original). Tem uma família que é assombrada por espíritos e recorrem a um grupo de especialista para ajuda-los. Esse eu indico, assim como a sua continuação, Sobrenatural: Capítulo 2, de 2013. O terceiro capítulo desta série, que na verdade é uma história anterior à do primeiro, estreará este ano, dia 25 de junho. Pelo que o que eu vi nos trailers, espero algo bom.

Last modified: 11 de junho de 2015

Uma Resposta para “POLTERGEIST (1982) X POLTERGEIST (2015)”

  1. É sempre difícil o cinema assustar, realmente assustar, nos dias de hoje. Darei uma olhada no Sobrenatural, que ainda não vi.

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